Dados fornecidos por pesquisas clínicas e epidemiológicas têm mostrado que o condicionamento físico promove:
- melhoras na função cardiorrespiratória;
- atenuação da redução da capacidade funcional que ocorre normalmente com o envelhecimento e com o sedentarismo;
- melhora do controle dos fatores de risco de doenças cardiovasculares;
- melhoras periféricas (alterando a resistência vascular periférica, aumento do calibre do vaso, do fluxo sanguíneo tecidual);
- auxilia no controle da depressão, dos efeitos hipocondríacos e da ansiedade. Com esses benefícios, os indivíduos são capazes de reassumir sua produtividade, além de melhorar seu relacionamento social e familiar.
A atividade física influi de forma benéfica na prevenção e controle dos fatores de risco controláveis da doença cardiovascular. Um dos motivos que tornam o exercício protetor para as doenças cardiovasculares é o fato de a atividade física, por exemplo, auxiliar na diminuição da pressão arterial em indivíduos hipertensos. É sabido que níveis elevados de pressão podem ocasionar uma série de lesões nos órgãos-alvo (cérebro, coração e rins), piorando a qualidade de vida de indivíduos hipertensos.
A hipertensão arterial, caracterizada por uma elevação crônica da pressão arterial, é uma patologia cada vez mais freqüente, atingindo cerca de 15% a 20% da população (40% nos indivíduos cadastrados no programa Saúde no Parque). A hipertensão arterial está altamente relacionada com acidentes cardiovasculares e cerebrais. Alguns pesquisadores têm demonstrado que quanto maiores os níveis de pressão arterial diastólica (“mínima”), maiores são os riscos relativos de eventos coronarianos e cérebro-vasculares .
Dos usuários hipertensos que fizeram acompanhamento do exercício físico no Programa Saúde no Parque, no Ibirapuera, no período de três a 12 meses, todos apresentaram melhora significativa nos níveis de pressão arterial. Nos indivíduos que fizeram o acompanhamento por 1 ano ou mais, essa queda foi em média de 18 mmHg e 17 mmHg na pressão arterial sistólica e diastólica, repectivamente.
O aumento da consciência sobre os aspectos deletérios, por exemplo, da hipertensão, reduz drasticamente a incidência de eventos cardiovasculares (53%) e cérebro-vasculares (60%), o que justifica o investimento na prevenção e tratamento desta doença. Uma vez que os sintomas surgem na idade produtiva do cidadão, a hipertensão também acarreta perda na capacidade de trabalho, diminuição da qualidade de vida, e ônus para a sociedade. |