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| A morte súbita de causas cardíacas permanece como um grave problema de saúde pública – é a principal causa isolada de morte. Nos Estados Unidos, são 350 mil mortes súbitas de origem cardíaca por ano, fora do ambiente hospitalar. Embora, no Brasil, as estatísticas de doenças cardiovasculares sejam deficientes, os números são assustadores. A maioria das mortes ocorre devido a alterações do ritmo cardíaco, as arritmias cardíacas, entre elas, a fibrilação ventricular se destaca como a principal. Estima-se que entre 60% a 85% das paradas cardíacas antes da chegada ao hospital sejam causadas por fibrilação ventricular. Em uma parada cardiorrespiratória, a atuação nos primeiros cinco minutos é fundamental. O único tratamento, comprovadamente eficaz, para reverter a fibrilação é a desfibrilação, por meio da aplicação de choque elétrico sobre o tórax da vítima, ministrado por um aparelho chamado desfibrilador automático (DEA). Caso as manobras básicas de ressuscitação - respiração boca-a-boca e massagem cardíaca – não tenham início imediatamente após a ocorrência da parada cardiorrespiratória até a chegada de um desfibrilador, a probabilidade de ressuscitação diminui 10% a cada minuto. Se o choque não ocorrer em dez minutos, a chance de sobrevida é praticamente zero. |
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